AES é vendida por US$ 33 bilhões. Os novos donos só têm olhos para AI


Um grupo de investidores institucionais liderado pela Global Infrastructure Partners, da BlackRock, e pela private equity EQT acaba de fechar a aquisição da americana AES Corp., avaliando a empresa de energia elétrica em US$ 33,4 bilhões.

A transação evidencia como o setor de eletricidade nos EUA está voltando a esquentar após décadas de demanda estagnada, com os investimentos maciços da indústria de AI impulsionando os negócios.

Além da GIP e da EQT, fazem parte do grupo de compradores o fundo de pensão da Califórnia (CalPERS) e o fundo soberano do Catar, QIA.

Nos últimos anos, a AES se tornou uma líder em contratos corporativos para fornecer geração renovável a Big Techs, incluindo Meta e Amazon. 

Em suas empresas de distribuição, em Ohio e Indiana, operações reguladas e até então vistas como boring, o consumo também voltou a crescer à medida que ambas as regiões tornaram-se hubs de data centers. 

Com um plano agressivo de investimentos para os próximos anos, a AES disse que precisaria reduzir dividendos ou emitir novas ações se não fosse a transação agora anunciada.

Pela transação, o consórcio pagará US$ 10,7 bilhões em dinheiro, ou US$ 15 por ação da AES, e assumirá US$ 22,7 bilhões em dívidas.

A AES – que vendeu as operações no Brasil à Auren Energia em 2024 para focar nos EUA – tem 31 gigawatts em capacidade de geração. Desse total, 64% vem de fontes renováveis, como usinas eólicas e solares.

A ação da AES fechou em queda de mais de 16%, a US$ 14,21, após ter subido nos últimos meses com as especulações sobre uma aquisição.

A companhia disse que a oferta representa um prêmio de 40% sobre a cotação média ponderada dos 30 dias anteriores às primeiras notícias na mídia sobre a aquisição, em julho de 2025 – mas veio 13% abaixo do fechamento do papel na sexta-feira.

Em outros M&As recentes no setor, a Blackstone comprou a TXNM Energy por US$ 11,5 bilhões, e a Constellation Energy adquiriu a Calpine por US$ 16,4 bilhões. 

JP Morgan e Wells Fargo assessoram a AES.

Goldman Sachs assessorou GIP, CalPERS e QIA.

Citi assessorou a EQT.




Luciano Costa






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