A Petz-Cobasi vai emprestar R$ 122 milhões a seus principais acionistas para que eles usem o dinheiro como garantia, por meio de depósito judicial, para discutir na Justiça se há ou não a incidência de imposto de renda sobre ganho de capital na fusão entre as duas empresas que deu origem à nova companhia.

Este empréstimo estava previsto no acordo de fusão publicado em agosto de 2024. O documento fala em uma linha de crédito global de até R$ 275 milhões – com recursos da companhia ou de instituição financeira de primeira linha – para todos os acionistas que desejassem discutir a questão judicialmente.
A companhia fará ela mesma os depósitos judiciais depois de celebrar um mútuo de R$ 104,2 milhões com Sergio Zimerman, o fundador da Petz que hoje tem 20% da empresa; e de R$ 17,78 milhões com a Tefra, o veículo que reúne a família Nassar, que hoje tem 46,6% da empresa.
Os Nassar controlam a Petz-Cobasi ao lado da Kinea, que tem uma participação de 8,5%.
A Petz-Cobasi vale R$ 2,6 bilhões na Bolsa. Os minoritários têm 24% do capital.
Os mútuos foram aprovados numa reunião de conselho de 26 de fevereiro, com a abstenção de Zimerman e de Paulo, João e Ricardo Nassar.

Votaram a favor Tania Zimerman, irmã de Sergio; Cristiano Lauretti, sócio da Kinea, e os três conselheiros independentes Claudio Eli, Eduardo Terra e German Vilardo.
Os mútuos vencem após o que ocorrer primeiro: uma decisão judicial desfavorável aos acionistas ou o levantamento do depósito, em caso de decisão favorável.
Ao fim do terceiro tri, a Petz-Cobasi tinha R$ 295 milhões em caixa. A divulgação de resultados do quarto tri está prevista para 26 de março.
