Banco Paulista contrata “bancário raiz” como CEO


Em meio a um processo de retomada do protagonismo de outros tempos, o Banco Paulista acaba de anunciar a chegada de Marcelo Torresi como CEO.

Esta é a segunda passagem de Torresi pelo banco recém-comprado por Álvaro Augusto de Freitas Vidigal, o Guti. 

Entre 2010 e 2012, Torresi comandou a operação do Banco Paulista e da Socopa, a então corretora do banco que depois virou Singulare. 

Ele havia passado os 13 anos anteriores no antigo Banco Pecúnia, sendo os últimos três como CEO, e deixou o banco depois de sua compra pelo Société Générale.

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Mais recentemente, Torresi também passou pela Azevedo & Travassos e foi conselheiro de diversas companhias abertas, como o Banco Pan. Ele ainda é o chairman da Paranapanema e da Sequoia Soluções Logísticas.

Guti disse ao Brazil Journal que foi atrás de Torresi após perceber que precisava de um “bancário raiz” para tocar a próxima fase da instituição.

“Precisávamos daquele perfil de bancário aqui dentro. Tinha muita gente de corretora, de gestão… mas banco é um bicho diferente,” disse Guti.

Hoje o Banco Paulista tem uma carteira de crédito de cerca de R$ 1,3 bilhão, ainda muito concentrada no middle market.

A ordem de Guti é reduzir a exposição a esse mercado e aumentar a penetração em produtos para a pessoa física, como o consignado e o home equity.

A principal aposta desta nova fase está na arquitetura financeira do banco.

Guti quer operar o banco e a sua gestora – a GV Atacama – como uma engrenagem única.

A lógica é simples: o banco origina o crédito e a gestora estrutura FIDCs e CRIs, que permitem ao banco  reciclar capital. O grupo já estruturou seis veículos, somando R$ 600 milhões.

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“A gente não quer depender só de CDB para crescer. Com os FIDCs, mostramos que há outros investidores interessados no nosso crédito,” disse.

O papel do novo CEO será estruturar essa expansão, especialmente no consignado.

“O principal desafio é precificar corretamente e ter uma esteira operacional muito bem feita. Formalização e cobrança são críticos nesse negócio,” disse Torresi.

Ele dá o exemplo do consignado público: o risco não está no calote, mas na operação. “Se você não averbar corretamente, se a formalização não for perfeita, você cria problemas operacionais depois,” disse Torresi.

Guti está confiante na estratégia, especialmente após temer um eventual efeito dominó causado pelo Banco Master.  “As pessoas estavam preocupadas e eu tinha pavor ao quadrado,” disse.

Mas Guti disse que o episódio acabou tendo pouco impacto prático na captação do banco. Por isso, manteve o plano de crescer a carteira entre 20% e 25% ao ano.

Guti, que ainda espera a aprovação do Banco Central para ter o controle do banco, espera que o Paulista se destaque no mercado por causa da sua velocidade.

“Hoje quase não existe mais banco de dono. Aqui, com três pessoas você resolve,” disse Guti.

Guti, que terá 97,5% do banco após o aval do BC, também está montando uma partnership nos mesmos moldes do que fez na Singulare.

Quando vendeu a corretora, ele tinha mais de 20 sócios – incluindo um ex-office boy. “A meritocracia vai ser levada muito a sério aqui também,” disse.




André Jankavski








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