Ceuta: Espanha denuncia ‘violação da integridade territorial’ e mobiliza Exército após entrada de 60 mil imigrantes em 24 horas; 57 pessoas morreram


Crédito, Marcos Moreno/Anadolu via Getty Images

Legenda da foto, Estimativas oficiais apontam que pelo menos 57 pessoas morreram tentando chegar ao território nos últimos dias.

    • Author, Felipe Llambías e Isabel Caro
    • Role, BBC News Mundo
    • Author, Alicia Curry e Sofia Ferreira Santos
    • Role, BBC News

    • Author, Sarah Rainsford
    • Role, Correspondente da BBC para o Sul e Leste da Europa
  • Published

  • Tempo de leitura: 7 min

O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, descreveu a crise migratória que eclodiu em Ceuta nas ultimas 24 horas, quando cerca de 60 mil imigrantes atravessaram a fronteira vindos do Marrocos, como um “ataque” e uma “violação da integridade territorial” espanhola. Ao menos 57 pessoas morreram.

O premiê descreveu a situação como “sem precedentes” e culpou as “máfias de tráfico humano” pela “avalanche” de pessoas que entraram irregularmente no enclave espanhol no norte da África.

Vídeos e fotos mostraram milhares de pessoas nadando em direção à cidade na quinta-feira (30/7). As travessias continuaram durante a madrugada desta sexta-feira (31/7), com alguns confrontos entre a polícia e os imigrantes. Imagens compartilhadas online mostram milhares de jovens dormindo nas ruas.

Ainda segundo o Ministério do Interior da Espanha cerca de 37.500 pessoas já haviam retornado ao território marroquino nesta sexta-feira, de acordo com a agência de notícias espanhola EFE.

Ceuta é uma cidade autônoma espanhola localizada no norte da África, banhada pelo Mar Mediterrâneo, próxima ao estreito de Gibraltar. Há décadas, o local é um ponto de passagem para imigrantes que tentam chegar à Europa.



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