Hapvida anuncia novo C-Level. CFO “mão na graxa” passou por Itaú e GIC


A Hapvida acaba de anunciar seu novo CFO, um executivo com carreira em gestão de investimento e consultoria, além de diversas outras mudanças em seu C-Level — no que a companhia chamou de uma “estrutura que combina continuidade com renovação.”

O novo CFO é Lucas Garrido, que foi managing director e sócio do BCG nos últimos três anos, depois de ter feito carreira em gestoras como Itaú Asset, GIC e GP Investments.

No BCG, Garrido já vinha trabalhando com a Hapvida desde outubro do ano passado, prestando consultoria nas frentes de otimização e revisão comercial. Ele atuou principalmente no rearranjo da estratégia comercial da companhia na grande São Paulo, um trabalho que ainda está em andamento e que será desdobrado para outras regiões. 

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Garrido vai substituir Luccas Adib, que agora será o CEO, um movimento que já havia sido anunciado no final do ano passado. 

Já Jorge Pinheiro, o atual CEO, vai passar a ocupar a cadeira de presidente do conselho, hoje ocupada por seu pai, Cândido, o fundador da companhia. 

Adib disse ao Brazil Journal que os principais mandatos do novo CFO serão ajudá-lo nas tomadas de decisão, atuando como um ‘business partner’ do CEO; aprofundar na criação das esteiras analíticas da empresa; e “atuar de maneira disciplinada na preservação do caixa, com o reperfilamento dos nossos ativos fixos para termos o portfólio mais adequado ao que nossos clientes precisam.”

Segundo ele, a escolha do novo CFO foi um processo que durou meses, e envolveu pelo menos 10 potenciais candidatos. 

“O Lucas é um cara que tem identidade com a forma que eu penso. Ele tem uma visão muito calcada em dados e gosta de fazer contas. Tem uma energia gigante e é um executivo que não tem medo de colocar a mão na graxa e com quem  não tem tempo ruim. É esse perfil de executivo que precisamos,” disse o novo CEO. 

A Hapvida também anunciou Fabiane Reschke (ex-TIM, SulAmérica a Telefônica) como sua nova vice-presidente jurídica; Felipe Nobre (ex-VELT, Verde e Mckinsey) como vice-presidente de estratégia, M&A e relações com investidores; Felipe Araújo (ex-PetroRecôncavo, Yduqs e Mckinsey) como vice-presidente de pessoas; Gianfranco Lucchesi (ex-Qualicorp) como vice-presidente de planos premium; e Bruno Pinto (ex-Hospital 9 de Julho) como o chief medical officer

A companhia disse que a nova estrutura está “preservando lideranças com profundo conhecimento do negócio, da operação e do setor, ao mesmo tempo em que incorpora executivos com competências complementares em frentes estratégicas para o novo ciclo.”

O anúncio das mudanças no C-Level vem um dia depois de relatos de que a Hapvida vai colocar sua operação do Sul à venda, num processo liderado pelo BTG Pactual. A companhia também anunciou ontem que a família Pinheiro elevou sua participação na Hapvida, passando de 41,5% do capital para 51,3%. 

O aumento foi feito por meio de uma operação de derivativo junto ao próprio BTG.

As mudanças também vem uma semana depois da gestora Squadra, que tem quase 7% do capital da Hapvida, publicar uma carta pedindo diversas mudanças na empresa, incluindo a venda da operação do Sul e Sudeste, e mudanças no conselho de administração. 

A Hapvida está tentando retomar o controle de sua narrativa em meio ao ceticismo do mercado. Nos últimos 12 meses, a ação despencou 63%, com a companhia valendo agora menos de R$ 6 bilhões na B3. (Em seu auge, ela chegou a valer mais de R$ 90 bilhões).

Desde o anúncio de ontem, da venda da operação do Sul e do aumento da participação da família, o papel acumula uma alta de cerca de 15%.




Pedro Arbex








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