O novo chefe do CPPIB no Brasil


Ricardo Szlejf vai assumir o comando do CPPIB no Brasil a partir de 1o. abril. 

O fundo de pensão canadense gere cerca de US$ 700 bilhões globalmente e já investiu cerca de US$ 30 bilhões na América Latina, metade disso no Brasil, em empresas como Auren Energia, Iguá Saneamento, Allos e SmartFit. 

Szlejf – que está no CPPIB desde 2015 e é head de real assets para a América Latina – vai suceder Tania Chocolat, que decidiu deixar o fundo depois de quase nove anos para se dedicar a conselhos e projetos pessoais. 

Ricardo Szlejf

A transição está sendo planejada desde meados de 2024, quando Tania resolveu buscar uma rotina mais flexível depois de um problema de saúde.

“O Ricardo sempre foi um grande parceiro na tomada de decisões e nos preparamos para isso,” Tania disse ao Brazil Journal. “Nosso desafio é montar uma alocação de capital que faça sentido para um fundo como o CPPIB. Não é apenas uma questão de investir no timing certo.”

Em real assets, o CPPIB busca oportunidades nos setores de infraestrutura, logística, data centers e hotelaria, disse Szlejf.

“O ano passado foi lento para o segmento de data centers, mas isso deve mudar porque existe uma óbvia necessidade de capex,” disse ele. “O Brasil e a América Latina certamente receberão parte desses recursos. Só temos de ser cuidadosos porque é possível que alguns ativos estejam sobrevalorizados.”

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Além disso, saneamento continua sendo uma das prioridades. O fundo controla a Iguá e pretende disputar novas concessões em estados em que a empresa já atua, como Alagoas e Mato Grosso. 

“Não serão grandes cheques, mas queremos que a Iguá seja a nossa plataforma num setor que está se transformando,” disse Szlejf. 

A área de public equities, que Tania comandava, passou a ser gerenciada a partir de Toronto há cerca de seis meses, com a equipe de São Paulo agora se reportando aos heads de cada setor globalmente.

Em dezembro, o fundo vendeu metade de sua posição na Allos (continua com 7,5% do capital) e zerou seu investimento na Azzas 2154 num movimento de “reciclagem de capital,” segundo os dois executivos. 

Ainda no ano passado, o CPPIB suspendeu novos investimentos de private equity no Brasil enquanto a área se reestrutura globalmente.

Fora do CPPIB, Tania faz parte dos conselhos da Equatorial, Totvs, Emae, e do conselho consultivo da Osesp.




Giuliana Napolitano








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